Mensagem do Diretor Executivo
EDITORIAL DO INFORMAR - Publicado no Notícias de Ourém a 27 de março de 2026
A Inteligência Artificial e as Escolhas que Moldam o Futuro
Vivemos um tempo em que a tecnologia avança a um ritmo tão acelerado que, muitas vezes, mal conseguimos perceber o quanto já faz parte do nosso quotidiano. A Inteligência Artificial (IA), em particular, deixou de ser um conceito distante ou científico para se tornar uma presença real nas nossas vidas — inclusive nas escolas. Hoje, aprendemos com o apoio de plataformas que personalizam o ensino, usamos ferramentas que ajudam na escrita, na investigação, na tradução e até na planificação de atividades pedagógicas. A IA está, cada vez mais, dentro das salas de aula — não para substituir professores ou alunos, mas para ampliar possibilidades e apoiar o processo de aprendizagem.
Na Escola Profissional de Ourém e na Escola de Hotelaria de Fátima, a IA pode representar uma aliada poderosa: permite aprimorar métodos de ensino e estimular o pensamento crítico. Com ela, os alunos podem aprender a pesquisar de forma mais eficiente, a organizar informação e, sobretudo, a compreender melhor o papel da tecnologia no mundo que os espera lá fora. Mais do que uma ferramenta, a IA é um espelho do tempo em que vivemos — um tempo que exige curiosidade, responsabilidade e ética no uso da informação. Saber usar estas ferramentas é, cada vez mais, uma competência essencial.
Mas a reflexão sobre o futuro não se limita à tecnologia. Desde cedo, os alunos enfrentam decisões que irão marcar profundamente o seu futuro profissional. As escolhas feitas no 9.º ano são um exemplo disso. É nessa altura que cada jovem começa a delinear o seu caminho profissional, optando por uma via de ensino que melhor se ajusta às suas aptidões, interesses e sonhos. O ensino profissional, representa uma oportunidade concreta de aprender fazendo, de entrar em contacto com o mundo do trabalho e de desenvolver competências práticas muito valorizadas pelas empresas.
É fundamental perceber que escolher não é fechar portas, mas abrir novas. As opções tomadas devem resultar de autoconhecimento e de boa informação — conhecer as escolas, os cursos, as saídas profissionais e, principalmente, acreditar nas próprias capacidades. O erro mais comum é escolher por impulso ou por influência, sem refletir sobre o que verdadeiramente nos entusiasma. Por isso, a orientação vocacional é tão importante.
A IA e a escolha da via de ensino que mais se adequa cada um, cruzam-se num ponto essencial: ambas exigem consciência e responsabilidade. Usar bem a tecnologia e escolher bem o caminho por onde queremos ir são, afinal, duas faces da mesma moeda — preparar-se para um futuro mais informado, mais inovador e mais humano.
Pensar o futuro nunca é tarefa fácil, mas é precisamente no tempo da escola que começamos a construí-lo. E se há algo que a IA nos pode ensinar, é que o conhecimento, quando bem aplicado, tem o poder de transformar vidas.
Espero que as nossas escolas continuem a mudar vidas, tal como mudaram a minha à muitos anos atrás.
Pedro Major
Diretor Executivo