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INSIGNARE aprofunda novas metodologias na área da educação

No próximo dia 11 de julho vai ter lugar a 5ª e última sessão da Oficina de Formação “(Re) Aprender a ensinar e a avaliar nos Cursos Profissionais: o saber em ação”, ministrada pela Professora Luísa Orvalho, doutora em Ciências da Educação pela Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica do Porto (FEP/UCP). 

Em termos gerais, posso sintetizar os objetivos desta formação numa frase: aprender a ensinar os alunos do século XXI, com as suas características próprias e tão diferentes daquelas que apresentavam os alunos da última década do século passado, motivadas palas rápidas transformações tecnológicas, económicas, sociais e culturais que se têm verificado com o advento do mundo digital/virtual.

A Oficina teve o mérito de colocar os docentes a refletir e a agir, partindo da constatação de “onde estamos e onde queremos estar” (análise SWOT e definição de Objetivos e Metas) e “o que necessitamos de fazer para atingir os objetivos e metas traçados” (foco na ação com a elaboração de um plano de melhoria).

Os objetivos e metas da EPO já se encontravam traçados no Projeto Educativo em vigor, reforçado pelo Plano de Ação elaborado no âmbito da garantia de qualidade alinhada com o Quadro EQAVET, pelo que o foco principal passou a ser a AÇÃO. Assim, começamos por analisar boas práticas de outras escolas profissionais que a formadora já acompanhara anteriormente e trabalhamos colaborativamente no sentido de definir e implementar metodologias de ensino dife-rentes, cujo sucesso tivesse sido amplamente corroborado. Destaco, neste ponto, o foco dado desde o início à necessidade imperativa do “regresso às origens”, ao ADN do ensino profissional: o ALUNO como o centro de todo o processo de ensino/aprendizagem. Assim, deve ter-se em conta a sua individualidade e características pessoais, adequando as metodologias de fazer aprender e de avaliar ao perfil de cada aluno, transformando-os nos construtores das suas aprendizagens, fazendo o caminho caminhando, sob a orientação do docente. Só desta forma os alunos se apropriam dos conhecimentos e adquirem competências científicas e transversais que lhes permite assumirem-se como pessoas capazes de aprender ao longo da vida, uma capacidade imprescindível num mercado de trabalho cada vez mais volátil, em que o emprego para a vida faz parte do passado. Para conseguir atingir este objetivo, aprendemos a conferir cientificidade à aprendizagem baseada em projetos, com especial relevância para os projetos integradores; passámos a integrar as ferramentas pedagógicas digitais nas aulas e tomamos consciência de que a avaliação formativa deve assumir uma importância fundamental no percurso formativo do aluno.

Os professores têm de ser os “fazedores da mudança”. E foi esse o compromisso assumido.

 

Diretora Pedagógica da Escola Profissional de Ourém

Margarida Rodrigues

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