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Competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida

Artigo de opinião - INFORMAR 29 de abril 2016

 

Atualmente, vivemos na era da “Revolução Digital”, na sociedade da informação e do conhecimento, tempos de profundas e aceleradas transformações económicas e sociais. A difusão, sem precedentes, das TIC, a velocidade com que circula a informação e a intensificação das trocas e relações sociais à escala global, o mundo laboral em constante mudança, colocam-nos novos desafios e exigências, também ao nível das necessidades de educação e formação inicial e contínua dos recursos Humanos. 

Neste contexto, o Conselho e o Parlamento Europeu adoptaram, em 2006, um quadro europeu de competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Quadro esse que identifica e define (pela primeira vez a nível europeu) as competências essenciais de que os cidadãos necessitam para a sua realização e desenvolvimento pessoais, a inclusão social, a cidadania activa e a empregabilidade na nossa sociedade baseada no conhecimento. 

Esse quadro de referência estabelece oito competências-chave: 1) Comunicação na língua materna; 2) Comunicação em línguas estrangeiras; 3) Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia; 4) Competência digital; 5) Aprender a aprender; 6) Competências sociais e cívicas; 7) Espírito de iniciativa e espírito empresarial; e 8)  Sensibilidade e expressão culturais. 

Todas as competências essenciais são consideradas igualmente importantes. Muitas delas estão interligadas e todas são interdependentes com as competências transversais (soft skills): pensamento crítico, criatividade, espírito de iniciativa, resolução de problemas, avaliação de riscos, tomada de decisões e gestão construtiva dos sentimentos são elementos importantes nas oito competências-chave.

 

Célia Pinheiro

Docente da EHF

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