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Ensinar no século XXI: desafios e objetivos

Artigo de opinião - INFORMAR 5 fevereiro 2016

 

No Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI focam-se quatro pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e finalmente aprender a ser  (conceito nuclear que agrega todos os anteriores). 

Para atingir estas metas, o processo educativo tem de ser entendido como um caminho para a construção de cidadãos e de trabalhadores, pelo que o relacionamento interpessoal em contexto escolar deverá privilegiar atividades diversificadas que potenciem a motivação, a curiosidade, a vontade e a iniciativa para desenvolver as suas capacidades. Para tal, a dedicação aos estudos tem de ser uma consequência natural de experiências de sucesso e da valorização individual.

Nos contextos escolares atuais surge um desafio incontornável: conjugar a diversidade cultural com a construção de uma realidade em que alunos e professores partilhem significados no processo da construção do saber. Assim, o processo de ensino/aprendizagem tem de ocorrer em ambientes escolares apelativos para professores, alunos e restantes elementos da comunidade escolar. 

A prática no ensino, particularmente no ensino profissional, ensinou-me que importa conjugar os conhecimentos já disponibilizados com a criação de experiências inovadoras que captem a atenção dos alunos.

Como professora, creio que o maior desafio dos docentes conjugar o exercício da autoridade, com o respeito e a afetividade de forma a permitir aos alunos participar ordeiramente, evidenciar os seus conhecimentos, anseios, gostos, ambições e experiências, envolvendo-os ativamente no processo.  

Transmitir conhecimentos aos jovens de hoje, implica centrarmo-nos no aluno, elemento participante e reflexivo; pelo que aos professores cabe ensinar, criando empatia, manifestando disponibilidade para ouvir, refletir e estabelecendo pontes entre os conhecimentos e as experiências do aluno. 

Ensinar no presente é educar, visando a integração cívica e profissional dos alunos, respeitando a sua individualidade e criando condições para que estes se consciencializem das suas capacidades e encontrem o seu espaço no mundo. 

 

Tânia Bilreiro

Docente da EPO

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